Como escolher um app de guarda compartilhada: 10 perguntas para fazer a qualquer app
Um app de coparentalidade vai guardar a rotina dos seus filhos, as combinações entre os responsáveis e, às vezes, as conversas mais difíceis da separação. Antes de escolher, vale testar qualquer opção com as mesmas perguntas. Estas dez servem para qualquer app — inclusive para o nosso, que responde a elas no fim da página, numa caixa separada.
1. Ele mostra, sem esforço, de quem é o dia hoje?
É a pergunta que mais se repete numa rotina de guarda. Abra o app e veja se a resposta aparece na primeira tela — hoje, amanhã e no mês — ou se é preciso montar uma agenda na mão, evento por evento.
2. Uma troca de dia precisa do "sim" do outro lado?
Pergunte se um dia pode mudar de responsável por decisão de uma pessoa só, se a outra parte precisa aprovar e onde fica o registro do pedido e da resposta.
3. E quando ninguém responde a um pedido?
Um pedido sem resposta não pode ficar pendurado para sempre. Veja o que o app faz quando o prazo passa, se avisa antes e se o registro diz o que aconteceu.
4. Alguém consegue editar ou apagar o histórico?
Se o combinado virar discussão, o registro só ajuda se ninguém puder reescrevê-lo depois. Pergunte quem pode alterar uma entrada antiga, se uma correção apaga a versão anterior e em que situação o histórico é apagado.
5. Dá para ter mais de dois responsáveis — e alguém que só acompanha?
Muitas famílias têm avós que buscam na escola, um padrasto, uma madrasta, a babá. Veja se o app aceita mais gente além do casal, se cada um entra com o papel que tem na vida da criança e se existe um jeito de acompanhar o plano sem poder alterá-lo.
6. Ele organiza a agenda da criança, não só os dias?
Escola, consultas, remédios e atividades costumam gerar tanto atrito quanto os dias. Pergunte se esses compromissos ficam no mesmo lugar, com lembretes, e para quem cada um aparece.
7. Divide despesas e mostra quem deve o quê?
Veja como uma despesa é dividida, se o saldo de cada um aparece e se um pagamento conta sozinho ou só quando quem recebe confirma.
8. Existe um relatório que um terceiro possa conferir?
Em algum momento, alguém de fora — um advogado, um mediador — pode precisar ver o que foi registrado. Pergunte o que o relatório traz, se quem o recebe consegue conferir que ele não foi alterado e se o app deixa claro que não é aconselhamento jurídico.
9. Quanto custa depois do período de teste, e o que continua grátis?
Confira o preço por família ou por pessoa, o que fica disponível sem pagar, como se cancela e o que acontece com os dados de quem deixa de assinar.
10. Para onde vão os dados — e como apagá-los?
Pergunte se há uma política de privacidade clara, se o app exibe anúncios ou vende dados, quem da família enxerga o quê e como se exclui a conta e os dados, inclusive sem o app instalado. E, no fim, o básico: ele funciona no Android e no iPhone?